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28
nov
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Espelhos d’água

 

No espelho o reflexo convida à reflexão: no esforço para se descobrir a si próprio, o pensamento pode definir-se como espelho vivo da inteligência divina. Assim, a reflexão do sujeito sobre a imagem e semelhança transforma a metafísica do espelho numa filosofia da Arte e da criação. (Jacob, 1990)

Na Arquitetura voltada para a Decoração de ambientes, os espelhos são artifícios utilizados para dar amplitude ou aprofundar espaços reduzidos. Arquitetos também projetam espelhos d’água tanto para áreas internas das mais variadas edificações, como para áreas externas como elemento de integração entre edificação e jardim, ou simplesmente para dar destaque à edificação. Nos Jardins, os espelhos d’água, sugerem um universo paralelo, submerso no reflexo invertido que paira sobre a lâmina d’água. Os espelhos d’água nos Jardins, criam uma atmosfera de frescor e encantamento que a água produz, nos conduzindo ao relaxamento através da sua contemplação.

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Taj Mahal, Índia.

Um exemplo bem conhecido  de como um espelho d’água cria uma atmosfera de encantamento, além de dar destaque à arquitetura, está  no espelho d’água criado no Jardim do Taj Mahal que é inspirador e ao mesmo tempo, bastante imponente ao refletir a beleza arquitetônica do monumento.

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Fundação Gulbenkian.

Como espelhos mágicos, são os espelhos d’água criados por Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto e paisagista português para os Jardins da Fundação Gulbenkian.

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Jardim Botânico de São Paulo.

O clássico Jardim de Lineu, com suas escadarias datadas de 1928 e espelho d’água no centro do Jardim Botânico de São Paulo, foi inspirado no Jardim Botânico de Upsala, Suécia onde trabalhou Carl Linnaeus, considerado o pai da taxonomia.

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Palácio do Planalto, Brasília.

Com 60cm de profundidade no espelho d’água do Palácio do Planalto em Brasilia – projeto modernista de Oscar Niemayer – estão também presentes “As Laras” escultura de Alfredo Ceschiatti, um marco de inauguração do Palácio.

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Museu Nacional de Brasília.

Futurista  é a idéia que passa a arquitetura do Museu Nacional de Brasilia ao duplicar sua imagem sob um grande espelho d’água. Obra do grande Oscar Niemayer.

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Catedral Metropolitana.

O espelho d’água sob o qual a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida em Brasilia, parece pousar, ajuda a refrigerar e garantir a umidade do ar seco do cerrado, além de refletir a beleza do Templo. Projeto de Oscar Niemayer.

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Casa Cor.

Um exemplo mais próximo dos jardins residenciais está nesse espelho d’água criado pela paisagista Gilda Maldonado para uma área externa da Casa Cor Campinas.

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Projeto de Alex Hanazaki.

Um luxo a parte é esse espelho d’água criado pelo paisagista Alex Hanazaki que junta os elementos terra, fogo, água e ar neste projeto cujo detalhe principal são as chamas provenientes de um fluido (lareiras Ecofireplaces) que não apaga com o vento.

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Projeto de Cláudia Casella.

O espelho d’água é um forte elemento para se criar num jardim um espaço contemplativo que convida à meditação e ao repouso, como mostra esse delicado projeto da Paisagista Cláudia Casella.

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Os espelhos d’água também são bastante apreciados quando abrigam peixes que contribuem com vida através dos seus movimentos coloridos. Neste caso é fundamental um filtro biológico para garantir o ciclo de vida dos peixes. Para quem gosta da idéia de peixes em espelhos d’água, uma espécie muito utilizada para este fim, são as carpas, pois possuem belas colorações, movimentos leves e resistem bem as mudanças de temperaturas e doenças. Além disso, auxiliam na limpeza levantando a sujeira do fundo do espelho d’água e comendo as algas que se formam nas paredes. As mais indicadas são as Nishikigois que são mais longevas. Os peixes, além da beleza, carregam uma curiosa simbologia sobre a superação dos desafios decorrente da força que exercem ao nadarem contra as correntezas.

As representações da água tem diversas funções num jardim, desde a meramente estética, até a promoção de transformações no microclima, favorecendo o cultivo de plantas e contribuindo para o desenvolvimento de um eco sistema balanceado. Atualmente o mercado dispõe de vários recursos, sendo possível projetar desde espelhos d’água, até pequenos lagos no jardim criando variados cenários contemplativos que proporcionam relaxamento e bem estar.

Abraços,

Sejamos Felizes!

Este post foi publicado no blog Jardim de Siguta e não pode ser reproduzido, sob punição de acordo com a Lei de Direito Autoral nº 9.610 de 1988.

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